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Perrengues



BUENOS AIRES – ARGENTINA

Agosto passado viajei para Ushuaia e El Calafate na Argentina e aproveitei pra dar uma passadinha em Buenos Aires.

Eis que na primeira noite, decidimos jantar e optamos por um famoso restaurante em Porto Madero, indicação de um cliente.

Ao chegar no local, muito bonito por sinal, um homem recepcionava os clientes para escolha do local onde se sentar. Estava com a Daniela minha amiga e ao conversarmos com esse funcionário , decidimos dar uma volta pelo belíssimo Porto Madero antes de entrarmos no restaurante.

Caminhamos , passando por todo restaurante até chegarmos numa pracinha de frente ao porto. Porém, antes disso, num certo momento , com o restaurante de um lado e um portão do outro, que separava a rua da entrada de um túnel, eis que me desequilibro ; tentei me equilibrar segurando minha amiga, mas me enrolei todo e o resultado final não poderia ser outro :  Caí no portão que me jogou na rua e ainda virou o meu corpo. Em resumo : me esborrachei no chão e levei um tombo cinematográfico. O pior foi a frase que saiu da minha boca! Ao invés de pedir ajuda , dizer algo como “ me segura “ , eu não de onde veio , mas só pude dizer pra Dani : - “ É o fim pra mim “ . De onde eu tirei isso ? Por que disse essa frase ? EU NÃO SEI !

Alguns senhores que faziam o mesmo caminho passaram por nós e não fizeram nada, nem sequer riram ou ofereceram ajuda.

Tudo bem, não aconteceu nada demais, senão uma crise de risos que não teve  fim naquela noite e claro, muita diversão na hora de contar a todos a fatídica frase do meu fim ! hahahaha

Passado um tempo, voltando para o  restaurante e morrendo de vergonha da possibilidade de alguém ter visto o tombo, vi que minha calça tinha manchas de sangue. Fui jantar num restaurante super legal  , manchado de sangue , com os joelhos ardendo e no final de tudo confesso que tivemos uma noite memorável !

Olha  a linda foto que fiz logo depois do tombo e ao lado a foto dos meus joelhos ralados dias depois do tombo !


ROMA – ITÁLIA

Em Roma, outubro de 2017 estávamos a horas caminhando pelo centro histórico de Roma.

Quem curte roteiros urbanos, principalmente em grandes centros e locais cheios de história e cultura, como é o caso da capital italiana, sabe o quanto cansa e o quanto os pés ficam destruídos e doloridos depois de uma sequencia de dias e mais dias andando por km nessas cidades.

Naquele dia em outubro já havíamos passado pela Piazza di Espagna, Navona, pela porta pinciana e seu lindo parque, pela piazza del Popolo e muito mais ! Já no final da tarde , após visitar o Panteão, eu mal conseguia me manter em pé. Qualquer local que pudesse eu parava, tirava o tênis e massageava meu pé tentando recuperar uma energia para a noite , que ainda prometia muitos passeios incríveis.




Finalizamos aquela noite por uma caminhada até a Fontana Di Trevi. Escolhemos o horário noturno pelas luzes, que deixam a fonte ainda mais encantadora  e  pela quantidade de turistas , teoricamente inferior numericamente se comparado a multidão deles que lotam as redondezas ao longo do dia.

Para a primeira parte tudo certo ! A Fontana a noite é indescritível ! Um show de grandiosidade , luz , beleza , arte e cultura no centro de Roma. Para a segunda parte, nada feito ! O lugar estava lotado ! Sim, de fato mais vazio que de dia, mas ainda assim  com um excesso absurdo de turistas.

Eu cheguei desesperado para tirar meus sapatos e fazer a massagem de sobrevivência nos meus pés ! Uns labirintos circundam  as escadadas da fonte e lá me sentei pra respirar um pouco ! Precisava descansar antes de entrar no clima do local . Mal tive tempo pra respirar e um guarda me deu um pito ( literalmente ) no meu ouvido, e de outros que se encostavam ou sentavam no labirinto . Que feio neh !! Mas sinceramente com a dor que eu estava , não conseguia penar direito !

Consegui um micro espaço na escadaria, e alí sim era permitido sentar-se. Fiquei espremido , mas foi o suficiente pra eu ter meu descanso. Fiquei ali parado observando tudo a minha volta. As meninas logo deram um jeito de chegar o mais perto possível da fonte , mas meu cansaço e minha curiosidade eram maiores.

Vi que tinham casais de pombinhos, até noiva e noivo, muitos jovens italianos bebendo e fumando , ou seja, ali seria um encontro da “ galera “ , muitos turistas obviamente. As meninas me chamavam pra ir até o excelente ponto que conseguiram se enfiar, mas eu sou grande,iria atrapalhar muitas pessoas até chegar no local que elas estavam e sinceramente, e algumas levantadas de vez em quando, meus 1,88m me ajudavam a ter  uma visão  bem plena  da fonte e ainda interagia com as diferentes pessoas que estavam no local . Estava bem divertido pra mim e isso desfocava a dor nos pés, se é que eu ainda os tinha, porque certo momento eu acho que nem os sentia mais ( hahhahaha ).

Bem, o tempo foi passando, e lá passa muito rápido. Parece que sentar-se e apreciar a beleza local e as pessoas é quase que como  “ não fazer nada” , mas engana-se quem pensa assim. O cérebro processava tanta informação que realmente não me dei conta do horário.

As meninas subiram e voltaram para o local onde eu me  encontrava e papeamos sobre as impressões de cada um até que me dei conta que não tinha jogado a moeda na fonte !

Mas o que fazer ? Descer até o ponto mais próximo dela, me infiltrando entre as pessoas, provavelmente escutando chingos e ainda terminando de acabar com os coitados dos meus pés ?!!! NÃO !

Eu não podia ficar sem jogar a moedinha ! Quero voltar a Roma mais 50 x no mínimo ! Então levantei-me e do ponto que estava eu joguei a moeda , claro, de costas pra ela. Só que mira nunca foi meu forte e considerando que eu estava de costas à ela, eis que escuto um gritinho de algupem na multidão ! Me viro de frente novamente e bastou um olhar pra perceber que eu joguei a moeda numa moça !! Ai que vergonha ! hahaha Mas logo percebi que estava tudo ok com ela e pra honrar meu retorno, ela usou minha moedinha pra fazer seu pedido de retorno à Roma, mas como acredito em abundância, tenho certeza que os deuses romanos vão honrar a magia tanto pra ela quanto pra mim !

Te vejo muito em breve , ROMA !

Ahh , detalhe que prova a localização que eu estava : A foto abaixo foi a melhor que fiz da Fontana :



MARAGOGI – ALAGOAS

Um treinamento de operadora de turismo , um sorteio no final e um prêmio : 4 diárias no Salinas de Maceió e outras 4 no Salinas de Maragogi com acompanhante !

Dessa vez o felizardo foi meu querido amigo, o Ton.

Passamos dias fantásticos nesses dois hotéis, dos mais queridos do nosso litoral, com praias paradisíacas, muita comida boa , entretenimento etc !

Exatamente no nosso último dia no paraíso fizemos o passeio as galés de Maragogi , como eles chamam as piscinas naturais.

O lugar é de fato fenomenal . O dia estav alindo, a maré ideal , tudo perfeito !

Fomos muito bem informados pelos funcionários do catamarã do Salinas a não aceita ro mergulho com cilindro,uma vez que esse tipo de mergulho profissional tem seus riscos e não pode ser feito de maneira segura em tão pouco tempo como propunham os mergulhadores nas piscinas. Trocando em miúdos, seria uma atividade ilegal .

Ok gente, isso foi há pouco mais de 10 anos !!  . Hoje a maturidade e o conhecimento me fariam tomar outra atitude, mas no auge dos meus 25 aninhos, e com o pentelho do Ton ao meu lado, nada mais óbvio que fazer todo o contrário do que nos foi dito ! Já chegamos nas piscinas e fechamos com o mergulhador o mergulho de cilindro .

Alguns minutos de explicação, estrutura firme em nosso corpo e seguimos para o mergulho. No começo foi bem estranho. Respirar apenas pelas boca, uma sensação de peito cheio , coração acelerado.....precisei de várias tentativas até me acostumar e me deixar levar pelas belezas das picinas.

Só que como dito, até entrar no clima, eu subia a todo momento e a cada subida, eu escutava o meu amigo fazendo um escândalo no local !

Eu emergia e logo vinha seus gritos “ Para esse negócio, tira isso de mim, não quero mais “ . Os mergulhadores o acalmavam e ele aceitava nova tentativa. Eu me distanciava cada vez mais , já encantado com o cardumes de peixes maiores, pequenas fendas e cavernas lotada de peixes coloridos. DEMAIS !

Ainda assim, algumas subidas eram necessárias e toda vez que eu subia era a mesma coisa : “ Me tira daqui, eu não consigo respirar, eu não sei nadar  “

A cada subida , por mais distante que fosse , a voz do meu amigo ecoava : “ Por favor, não quero mais ! Não enxergo direito , não respito direito e vou ter um ataque !

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk



Via as pessoas ao redor, algumas tensas, outras queriam ajudar, outras riam, e via os mergulhadores com uma expressão que foi da compaixão à raiva em poucos minutos !

As tentativa foram em vão e meu amigo desistiu de fato do mergulho. Nem sequer ficou o tempinho final aproveitando a parte rasa das piscinas. Voltou ao catamarã e lá o encontrei depois do meu mergulho, numa mistura de risos, euforia, mas ainda de raiva e decepção !

O Ton é um dos meus companheiros de viagem . Antes e depois dessa tiveram mais causos e viajar com ele é certeza de boas risadas, as melhores !